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Tratamento adequado reduz em mais de 60% as crises de enxaqueca

PUBLICADO EM 28/05/2010

13 cidades brasileiras se reúnem para o Mutirão de atendimento no mês da Cefaleia.

Para marcar o mês de comemoração do Dia Nacional da Cefaleia, a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCE) e a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) farão um o Mutirão de Atendimento a Cefaleia, no qual possibilitará a população que sofre com dores de cabeça, o acesso a um tratamento especializado e evitar, assim, o uso da automedicação.

Consultar um neurologista e fazer o tratamento indicado para o seu tipo de dor de cabeça além de proporcionar um alívio da crise pode até curar o paciente. No caso de enxaqueca, por exemplo, fazer um tratamento correto com um neurologista pode reduzir em 60% ou mais as crises. De acordo com o Dr. Marcelo Ciciarelli, diretor científico da Sociedade Brasileira de Cefaleia, 30 milhões de brasileiros têm enxaqueca.

Para o presidente da SBCE, Dr. Carlos Bordini, nunca se deve tomar medicamento sem um diagnóstico médico. “No caso de dor de cabeça, não se deve tomar medicamento mais de uma vez por semana e na primeira alteração no tipo da dor é preciso procurar um médico”.

Para o Dr. Elder Machado Sarmento, chefe do DC de Cefaleia da ABN, ações de conscientização e a informação correta permitem que a população chegue ao tratamento adequado, sem abuso de medicamentos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, metade da população mundial toma remédio sem prescrição médica. No Brasil, por ano, 20 mil pessoas morrem por ingestão de medicamento por conta própria.

Existem cerca de 300 tipos de dores de cabeça e a maioria exige um tempo de tratamento longo para uma cura ou amenização. Os tipos mais comuns são a migrânea – conhecida como enxaqueca – e a do tipo tensional, com prevalência de 13% nos brasileiros.

No último ano, 72% da população brasileira entre 18 e 79 anos teve dor de cabeça. As mulheres são as mais afetadas: 60% delas sofrem de cefaleia e mais da metade dos casos, o impacto da dor é de moderado a intenso. As crianças também não estão livres dessas dores. Aos seis anos de idade, 39% delas já sentem dor de cabeça, e aos 15 anos aumenta para 70% o índice.

De acordo com o mapeamento da dor de cabeça no Brasil, realizado pela Sociedade Brasileira de Cefaleia, os casos de migrânea são mais prevalentes na região Sudeste com 20,5%. Região Sul vem em seguida com 16,4%, Região Nordeste com 13,6%, Região Centro-Oeste com 9,5% e Região Norte com 8,5%. O estudo mostrou que há evidências que quanto mais desenvolvida for a região e mais agitada for a vida da população com diversas atividades, mais são as chances de apresentar enxaqueca.

Há mais de 200 causas que levam às dores de cabeça entre elas estão as questões hormonais nas mulheres, má alimentação, pouca prática de exercício físico e o estresse.

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